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Diálogo Concreto – Design e Construtivismo no Brasil

07 abr

Caixa Cultural apresenta Diálogo Concreto – Design e Construtivismo no Brasil
Obras de: Abraham Palatnik, Alexandre Wollner, Almir Mavignier, Aluisio Carvão, Amilcar de Castro, Antonio Maluf, Geraldo de Barros, Lygia Clark, Lygia Pape, Mary Vieira, Waldemar Cordeiro e Willys de Castro.
A CAIXA Cultural Rio inaugurou, no dia 24 de março, a exposição Diálogo Concreto – Design e Construtivismo no Brasil. A mostra lança um olhar incomum sobre a obra de grandes artistas brasileiros que participaram das vanguardas construtivas nas décadas de 1950 e 1960, apresentando seus trabalhos como designers em um diálogo direto com as obras que realizaram como artistas plásticos.
Abraham Palatnik, Alexandre Wollner, Almir Mavignier, Aluisio Carvão, Amilcar de Castro, Antonio Maluf, Geraldo de Barros, Lygia Clark, Lygia Pape, Mary Vieira e Willys de Castro aplicaram em seus trabalhos como designers princípios visuais, estéticos e conceituais do construtivismo. A exposição, com curadoria de Daniela Name, convida o público a perceber que esta aproximação não acontece por acaso. Participantes dos movimentos Concreto e Neoconcreto, estes criadores eram tributários da Bauhaus e do De Stijl, movimentos que defendiam a existência de “artistas totais”, que integrassem artes plásticas, arquitetura e design. Confira abaixo um tira gosto do vai rolar por lá.

 

Um dos destaques da exposição são as embalagens criadas por Lygia Pape, ao longo dos anos 1960, para os biscoitos e massas Piraquê. Lygia aplicou no desenho das embalagens os principais jogos óticos usados pelo construtivismo. Fotografias dos biscoitos foram transformadas em formas geométricas, que se sobrepõem em planos e contraplanos e criam seqüências matemáticas no espaço. As cores básicas e a tipologia – toda em letra minúscula – são uma marca do período. Criou-se, também, um jeito novo de embalar os biscoitos, permitindo que, em vez de latas ou caixas, como era comum na época, as embalagens ganhassem formas de sólidos geométricos, como paralelepípedos (caso do biscoito Cream Cracker) ou cilindros (caso do biscoito Maria).

 

Outras embalagens importantes foram as feitas por Alexandre Wollner para as sardinhas Coqueiro, em 1958. O público terá a oportunidade de ver o estudo para a logomarca e sua aplicação nas latas. Também poderá verificar como o artista parte de círculos sobrepostos e cortados para dar forma ao coqueiro da logomarca.

 

Amilcar de Castro realizou, em 1957, a reforma do projeto gráfico do “Jornal do Brasil”. A diagramação das páginas do jornal, cheia de áreas vazias criando significados visuais – os chamados “vazios ativos” – revolucionou o design gráfico nacional. Na exposição, o público poderá manusear fac-símiles das páginas, contrastados com uma escultura e um desenho do artista que seguem o mesmo movimento de cortes, dobras e áreas de “vazio ativo”. Aluísio Carvão integra este segmento ligado a publicações, com uma intensa produção de capas de livro.

 

Lygia Clark está presente com a maquete “Construa você mesmo o seu espaço para viver”, de 1960, na qual as frestas orgânicas estão presentes nas modulações de espaço criadas pelas portas e cômodos para uma casa de campo idealizada pela artista. O público poderá conferir como a linha orgânica presente nas superfícies moduladas se integrou nesse projeto de casa. A produção neoconcreta alcançava o espaço tridimensional e invadia o mundo. Esse trabalho dialoga com um quadro da série “Superfície Modulada”, onde o espectador poderá identificar os infindáveis jogos visuais proporcionados pela linha orgânica da obra.

 

 

Willys de Castro é o artista-âncora do segmento dedicado a logomarcas e cartazes, que conta ainda com a participação de Mary Vieira, Almir Mavignier, Geraldo de Barros, Wollner e Lygia Pape. As logomarcas, folders e cartazes de Willys constituem-se numa aula sobre os princípios visuais do período e, por sua vez, estabelecem uma intensa conversa com os “objetos ativos” e pinturas do artista.

 

 

 

Ficha técnica

Curadoria: Daniela Name
Curadoria-adjunta: Felipe Scovino
Cenografia: Flavio Graff
Programação Visual: Fernando Leite
Produção executiva: Tisara Produções
Pesquisa e produção: Clarice Magalhães

Serviço
Exposição: “Diálogo concreto – Design e Construtivismo no Brasil
Local: CAIXA Cultural Rio – Galeria 3
Av. Almirante Barroso 25 – Centro (ao lado da estação Carioca do Metrô)
Abertura: 24 de março de 2008, às 19h (para imprensa e convidados)
Temporada: de 25 de março a 27 de abril de 2008
Horário: de terça a domingo, das 10h às 22h
Entrada franca

Dica – Sandra Ribeiro

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Uma resposta para “Diálogo Concreto – Design e Construtivismo no Brasil

  1. adriane

    28 dezembro, 2008 at 10:53 pm

    oi pessoal! estou fazendo um trab. para a faculdade sobre o Aluisio Carvão gostaria de saber mais sobre as leitura das obras dele do periodo de 80 a 90 se se puderem me ajudar agradeço de coração….

     

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